quinta-feira, 30 de maio de 2013

MOSTRANDO A LÍNGUA

Assim se chama meu mais recente trabalho: um livro com 163 páginas, que se propõe a fazer exatamente o que seu nome diz: Mostrar a língua! 
Não daquela forma bem conhecida e mal educada dos tempos de infância, presente na experiência de vida de todas as pessoas, independentemente de sua nacionalidade. Aquela era a maneira de - embora usando a língua - externar silenciosamente nossa contrariedade ou revolta contra algo que alguém nos fizesse... Porém, a mais célebre "mostrada" de língua não é de nenhuma criança, adolescente ou pessoa sem educação: é de Einstein! Segundo consta, foi tirada em 14 de março de 1951, na festa de seu 72° aniversário, pelo fotógrafo Arthut Sasse. Mostrava o aborrecimento do físico diante da insistência por fotos. Irritado, bradou: "Basta!" e, numa atitude inusitada, raivosa e até infantil, mostrou a língua. Mal sabia que essa iria ser sua foto mais famosa no mundo todo!
É por isso que ela está estampada na capa de meu livro "Mostrando a língua", junto com o subtítulo "Uma obra genial sobre a língua portuguesa"...
Trata-se de uma coletânea de mais de 40 títulos falando de aspectos curiosos, interessantes e divertidos da "Última flor do Lácio, inculta e bela", pinçados de provérbios populares, expressões do dia a dia, linguagem figurada, vícios de linguagem, deslizes gramaticais, frases de sentido dúbio ou incorreto etc.
À guisa de exemplo, cite-se esta tão repetida expressão: "Estou correndo atrás do prejuízo"! Ah! é? E pra quê? De minha parte, prefiro correr atrás do lucro, da prosperidade, do êxito! A frase "Fi-lo porque qui-lo", atribuída a Jânio Quadros teria sido, de fato, proferida por ele? Estaria correta?
Registre-se também a confusão criada entre "Lazer" "Laser" no tema de redação "A importância do lazer". Não ficam fora os ditados repetidos sem qualquer análise de sentido, como "Quem não tem cão caça com gato", "Cor de burro quando foge", além das alterações trazidas pelo "internetês", numa brincadeira de substituição de antigos ditos por seus equivalentes nos nossos dias: "A pressa é inimiga da perfeição" por "A pressa é inimiga da conexão"; "Amigos, amigos, negócios à parte" por "Amigos, amigos, senhas à parte"; "Não adianta chorar sobre leite derramado" por "Não adianta chorar sobre arquivo deletado"; "Mais vale um pássaro na mão do que dois voando" por "Vale mais um arquivo no HD do que dois baixando"...
Por fim, em blocos especiais, considerações sobre o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e - algo que está fazendo grande falta na educação - o Civismo!
O livro acaba de sair, ainda não foi lançado oficialmente, mas já está à disposição - em pré-lançamento - dos amigos do blog, do facebook e do site. É só entrar em www.jboliveira.com.br .

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